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Quando um ídolo morre, morre uma marca?

Pensei muito antes de escrever sobre isso. Queria que este texto tivesse o cuidado e o respeito necessário ao se tocar nesse assunto. Eu, assim como muitos brasileiros, perdi um ídolo. Alguém que conseguiu deixar tão rapidamente sua marca no meu e no coração de tantos fãs. Quem ela foi e o que construiu ao seu redor, jamais será apagado. E é sobre isso, na verdade, que quis trazer de reflexão.

 

Falo sempre de construção de marca aqui, sobre a importância do branding, mas já pensou o quão importante é a marca pessoal? No caso de ídolos, de artistas, a essência deles é o que atrai milhares, é o que forma sua marca, é o que faz “venderem” seu maior ativo. Marca pessoal não necessariamente é algo apenas de figuras públicas, mas fica mais fácil entender, olhando para aqueles que você admira.

 

Marília Mendonça foi única. Quebrou barreiras dentro de um sertanejo machista. Mostrou de forma tão simples e tão forte a essência e a realidade da mulher, apresentou abertamente uma parte da história feminina muitas vezes ocultada em outras histórias. Sendo exatamente ela, conquistou para além dos fãs do seu estilo musical.

 

Ayrton Senna é outro nome. Nem todo mundo era nascido na época, mas quem não conhece a história dele? Senna unia milhares de pessoas em frente à TV vibrando em cada curva, a cada domingo de Fórmula 1. Ainda hoje o nome dele é uma das marcas mais fortes do Brasil. Criada por ele e continuada por sua irmã há quase 30 anos após sua partida.

 

Em 2020, o mundo se despedia de Kobe Bryant. O jogador de basquete influenciou gerações dentro e fora das quadras. Seus resultados nos jogos já seriam o suficiente para chamá-lo de ídolo. Mas o que o tornou ainda mais especial e transformou seu nome na potência que conhecemos tem muito a ver com sua essência, sua ética no trabalho e sua personalidade autêntica, marcas registradas de Kobe.

 

Lá no título questionei se quando um ídolo morre, morre também uma marca. O nome de Kobe responde isso facilmente. Recentemente, fotos raras do atleta foram transformadas em NFTs e leiloadas em uma ação beneficente para a fundação criada pelo astro. Em menos de 48 horas, mais de 7 mil fãs já tinham feito reserva pelo site oficial.

 

O que acontece é que a marca pessoal desses ídolos ultrapassou a finitude da vida e transcendeu a presença física. O que todos eles têm em comum? Arrisco dizer que é a coragem de serem quem são! De mostrarem ao mundo sua essência, seus diferenciais, o que acreditam, e por defenderem seus ideais em palavras e em ações.

 

Eles gravaram sua marca no mundo, não porque construíram um personagem, mas porque eram autênticos em toda a sua humanidade. Eles se conectaram com seu público por meio de suas histórias, emocionaram, dialogaram. Fizeram alguns sofrerem e outros vibrarem. Como digo sempre, pessoas se conectam com pessoas, com pessoas reais. Por isso, histórias como as deles são tão fortes e se mantêm vivas.

 

Então respondendo a questão do título:

Sim! Quando nasce um ídolo sempre nasce uma marca e esta marca nunca morre.

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