Bem vindos a era do desbranding

Bem vindos a era do “desbranding”

Em um cenário digital cada vez mais saturado, a busca por relevância e monetização tem levado alguns influenciadores a adotarem estratégias de branding pessoal baseadas em maus exemplos, ganância e uma ostentação vazia. O resultado é a erosão da confiança do público e a implosão de carreiras que, um dia, pareceram promissoras.

A era dos influenciadores digitais inaugurou uma nova faceta do marketing e da construção de marcas. No início, a autenticidade era a moeda de troca: indivíduos comuns que, ao compartilharem suas paixões e rotinas, conquistavam a confiança de um público fiel. Essa confiança, por sua vez, era o ativo mais valioso de suas marcas pessoais, atraindo parcerias e contratos publicitários. Contudo, nos últimos anos, um movimento contrário tem sido observado, onde a essência dá lugar à aparência e o conteúdo de valor é ofuscado pela busca incessante por lucro e status.

Essa nova abordagem, centrada na ostentação de uma vida luxuosa, na promoção de produtos e serviços de procedência duvidosa e em comportamentos questionáveis, tem se mostrado um tiro no pé para muitos. A ganância, manifestada na divulgação de esquemas de enriquecimento rápido, como os famigerados “jogos de azar online”, e na aceitação de publicidade a qualquer custo, sem um filtro ético, tem arranhado a imagem de personalidades antes tidas como referência.

Eu apelidei isso de “desbranding”. Essas posturas expõem a fragilidade de marcas pessoais construídas sobre a exploração da ingenuidade de seus seguidores. Acusações de exploração de menores e a exposição de comportamentos inadequados em redes sociais também se somam a uma lista crescente de escândalos que abalam a credibilidade do setor.

Marcas sérias, cada vez mais atentas aos riscos reputacionais, afastam-se de personalidades envolvidas em controvérsias, temendo a associação de seus produtos a imagens negativas. O “cancelamento” virtual, muitas vezes, transcende as redes sociais, resultando em investigações criminais e perdas financeiras significativas.

Importante entender que a crise de credibilidade não se restringe aos indivíduos, mas contamina todo o ecossistema do marketing de influência. O público, cada vez mais cético, passa a questionar a veracidade das recomendações e o real propósito por trás de cada “publipost”. A superexposição a um estilo de vida inatingível, financiado por práticas duvidosas, gera um sentimento de frustração e desconfiança, minando a base sobre a qual a relação influenciador-seguidor foi originalmente construída.

As próprias plataformas de mídia social, que por muito tempo foram o palco para essa ostentação desenfreada, começam a ser pressionadas a adotar medidas mais rígidas de controle e moderação de conteúdo. A responsabilidade sobre o impacto social do que é promovido em seus feeds torna-se um debate inadiável.

O futuro do branding pessoal no universo digital dependerá de um resgate da autenticidade e da responsabilidade. Os influenciadores que prosperarão a longo prazo serão aqueles que compreenderem que uma marca pessoal sólida não se sustenta apenas em números de seguidores ou em uma estética impecável, mas sim em valores, transparência e no respeito à inteligência e à confiança de sua audiência. A era da ostentação como sinônimo de sucesso parece estar com os dias contados, dando lugar a uma demanda por influenciadores que, de fato, influenciem positivamente.

Para finalizar, ressalto a postura ética do Whindersson Nunes, com sua série “Raízes”, mostrando suas origens e valores pessoais.

Artigo escrito pela inteligência artificial sob a supervisão de Marcos Le Pera.

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